FANDOM


Sexta – feira não 13

Despertador 04



Era uma sexta-feira como outra qualquer,como outra qualquer não. Na verdade aquela sexta tinha algo em especial,tinha uma missão: CHEGAR NA HORA CERTA PARA A AULA DE BIOLOGIA. Parecia uma mera missão de um adolescente com problemas de horários,mas a única diferença entre estes adolescentes e eu era meu orgulho. Orgulho este que me levava a tentar resolver os problemas sozinho e me colocava a beira de um precipício bem profundo. TRIIIIM TRIIIIM TRIIIIIIIIIM - soava o despertador

SLAP!! - e em um tapa certeiro eu desativei seu alarme.

Respirei fundo torcendo para que ainda fossem 6 da manhã,levei um tempo,confesso,mas por fim tomei coragem e olhei as horas. Já se passavam de 7 da manhã e eu ainda ali deitado em minha cama. Saltei dela com tamanha velocidade que ao tocar o chão quase me desequilibrei, corri para a cozinha engoli o sanduíche, nem ao menos fui capaz de identificar de que sabor ele era, corri mais uma vez e num piscar de olhos todos os livros do quarto haviam entrado para minha mochila. Não verifiquei nada,apenas a peguei e fui em direção ao portão de casa,já eram 7:08,coloquei a chave na fechadura e..... CLACK!

Estranho,de repente a chave estava mais leve... então resolvi puxá-la para poder encaixá-la outra vez,entretanto havia uma parte dela que não se encontrava mais em seu devido lugar. Rapidamente voltei para a cozinha abandonando a mochila sobre o sofá e fui procurar a chave do portão da garagem,que sorte, estava bem ali,onde eu havia a deixado na noite passada então apanhei a mochila na sala e comecei minha aventura em direção a escola.

Desci a rua correndo,me esqueci do lodo na casa da dona Rosana,sai deslizando como se estivesse eu uma pista de gelo e por fim bati a perna em uma pequena elevação que tinha no chão. Me recuperei do acontecido e voltei a correr já passava das 7:20 e eu nem me encontrava na entrada da universidade ainda. Então acelerei o passo e chegando enfrente ao Belas Artes vi um branquinho passar e resolvi pegá-lo,fiz os cálculos e percebi que ainda chegaria dentro do tempo de tolerância do primeiro horário. Havia uma única coisa que eu esqueci de levar em conta ao calcular o tempo que gastaria para chegar ao colégio, o ônibus seguia em sentindo oposto ao do meu objetivo,porém estava eu com tanta pressa de checar meu material dentro da pasta que não percebi o seu movimento e segui até a portaria do Carrefour onde desci e já quase desistindo de ir para a aula atravessei e fui esperar mais um ônibus e por fim depois de mais meia hora cheguei ao colégio,já eram 8:10,tomei coragem e abri a porta da sala,mesmo sabendo que se eu contasse o que realmente houve,ninguém acreditaria.

Emfim,a vida é cheio de tropeços,então não tente correr. É como dizem,se você correr na chuva, não chegará ao teu destino menos molhado do que andando,cientificamente o oposto ocorre,assim como na vida,se você tentar usar uma carta na manga,a vida irá retirar-lhe a carta e usá-la contra você mesmo.