FANDOM


Erico-verissimo3

Érico Veríssimo

É o seguinte, pessoal: vocês começaram bem, mas na sequência, o resumo começou a ficar extenso demais e no fim, vocês colaram muita coisa tirada deste site abaixo. Vocês poderiam utilizar as informações que vocês copiaram para produzir a crítica de vocês, mas vocês preferiram copiar, com isso vocês não fizeram a resenha. Além disso, os links devem ficar no texto e não depois do texto pronto. http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/analises_completas/u/um_certo_capitao_rodrigo



Um certo capitão Rodrigo, é obra de um dos escritores brasileiros mais populares do século XX. Érico Lopes Veríssimo, nascido em Cruz Alta, 17 de dezembro de 1905 — e falecido em Porto Alegre, 28 de novembro de 1975. Filho de Sebastião Veríssimo da Fonseca e Abegahy Lopes Veríssimo.

A partir de 1947 que Érico Veríssimo começou a escrever sua obra-prima, a trilogia O Tempo e o Vento. Que foi escrita em três volumes.

Um certo capitão Rodrigo, é um romance que faz parte da obra O continente, primeiro episódio da trilogia O tempo e o vento, que é dividido em 28 capítulos, caracteriza uma narrativa em prosa com narrador oniciente e em terceira pessoa, a história se passa em 1828, em algumas edições da obra, o livro possui ilustrações, já em outras não. Apresentando, o início da Revolução Farroupilha, cujas batalhas percorreram os pampas do sul por dez anos, em confrontos que colocaram em lados opostos republicanos e governistas. No qual, os pensamentos das pessoas eram de indignação pelos abusos do governo na cobrança dos altos impostos. O Livro "Um Certo Capitão Rodrigo" foi transformado em série de televisão e até mesmo em filme.
Um Certo Capitao Rodrigo

Capa do DVD do filme "Um Certo capitão Rodrigo"

O Livro "Um Certo Capitão Rodrigo", relata a história do Capitão Rodrigo Cambará na vila de Santa Fé, na época da abdicação de D. Pedro I, da Indepandência do Brasil e do Período Regencial, quando ocorreram vários conflitos de guerra. O livro é marcado por amor, brigas, festas e jogos, durante o período de vida de Rodrigo cambará na vila de Santa Fé.

A história se inicia com a chegada de Rodrigo ao povoado de Santa Fé onde ele quase arruma uma briga logo de cara com um homem em um armazém, devido ao seu jeito atrevido e agitado. Rodrigo acaba ficando no povoado, mesmo sabendo que sua permanência não era muito bem vista pelo coronel da região. Conhece em Santa Fé, Bibiana Terra, que se torna sua esposa e mãe de seus três filhos, Bolívar, Anita e Leonor. Rodrigo adquiri um armazém com seu soldo e com produtos que trazia de carreta seu cunhado Juvenal, o homem com quem ele discutiu no seu primeiro dia em Santa Fé. Ao longo do livro o capitão, um homem acostumado à agitação das guerras, vai se cansando da vida pacata que se leva em Santa Fé, e também de seu própio casamento, quando passa a trair Bibiana e abandona o trabalho na venda e os filhos para beber e jogar cartas.

Outro fato que ocorre é a vinda de duas famílias de imigrantes alemães para o povoado, que começam a cultivar parte das terras com mão de obra familiar. Na parte final do livro correm por Santa Fé, boatos sobre o início de uma revolução contra o governo regencial. Ao ouvir esses boatos e ao saber que Bento Gonsalves estava lutando ao lado dos revoltosos, Rodrigo se uni ao movimento. Rodrigo volta à Santa Fé seguindo a revolução que pretendia tomar a região. Na tentativa de invasão da casa do coronel de Santa Fé, morre baleado deixando sua mulher e os filhos, Bolívar e a caçula Leonor.

Principais personagens: Capitão Rodrigo Cambará - Encarna o código de honra do gaúcho, mediante os atributos de coragem, impetuosidade, machismo, violência física e um relativo conceito de moral. Gosta de jogos e bebidas.

Bibiana - Neta de Ana Terra, mulher do capitão Rodrigo Cambará. Como a avó, Bibiana é a mulher generosa, sólida, sofrida.

Juvenal Terra - irmão de Bibiana e amigo do Capitão Rodrigo Cambará.

Pedro Terra - Pai de Bibiana Terra. Não aprova o casamento de sua filha com o Capitão Rodrigo Cambará.

O Livro se apresenta bem, com uma grande facilidade de leitura, porque apresenta - se em discurso direto e possui diálogos, ou seja o narrador é apenas um observador, ou seja, é onisciente. O clímax do livro ocorre no fim durante o combate do Capitão Rodrigo Cambará e suas tropas, contra a família Amaral. O tempo é cronológico (ou histórico), o enredo se desenvolve na vila de Santa Fé.

Alguns destaques da obra: 1. O fato do personagem central ter se transformado - mesmo que não fosse a intenção de Érico Veríssimo - no símbolo do gaúcho, com seu misto de bravura, fanfarronice, generosidade e pensamento libertário. Talvez os gaudérios da época não tivessem o mesmo carisma. Documentos da época pintam esses homens "sem rei nem lei" quase como párias. No caso de Rodrigo, contudo, "a mentira histórica vira verdade artística."

2. A paixão instintiva (próxima do mundo animal) que o Capitão experimenta pela vida e seus prazeres, especialmente os da cama e da mesa. Apesar disso, há em sua conduta um substrato ético que o leva, por exemplo, a se posicionar contra os tiranos e a respeitar sua mulher, Bibiana.

3. O forte sopro épico que percorre todo o episódio. A exemplo de Aquiles e de outros heróis das epopéias gregas, Rodrigo Cambará acredita que só a ação guerreira dá sentido à vida dos homens. A domesticidade e o cotidiano são os maiores inimigos desses personagens, que só se sentem felizes no fragor das batalhas e das conquistas. Antológica é a cena do Capitão, transformado em dono de venda: Rodrigo foi até a porta (da venda) e olhou para o alto. O vento trazia um cheiro bom de capim e, aspirando-o, ele como que se embriagava. O fedor de cebola, alho e banha que havia dentro de casa nauseava-o. Meter-se naquele negócio tinha sido a maior estupidez de sua vida.

4. A criação de um modelo de Cambará: o macho audacioso, mulherengo e sempre metido em revoluções. O Dr. Rodrigo Cambará, em O retrato e em O arquipélago, será a reduplicação quase que perfeita do bisavô, apesar de já ser um caudilho ilustrado. Porém, mesmo Bolívar e Licurgo, filho e neto respectivamente, apresentarão traços do Capitão Rodrigo. De certa forma, os valores caudilhescos e machistas desse personagem cristalizam o ideal de hombridade vigente na província até meados do século XX.

5. A cena espetacular da extrema-unção que o padre Lara oferece a Rodrigo moribundo, exigindo antes que o seu amigo se arrependesse de todos os pecados. Reunindo suas últimas forças, o Capitão Cambará faz uma figa ao sacerdote que sai dali horrorizado.

6. Igualmente importante é a cena - já citada - do duelo entre Rodrigo e Bento Amaral, e a marca incompleta que o Capitão deixa no rosto do último.

7. A paixão de Bibiana pelo gaudério é a melhor realizada entre todos os casos amorosos que povoam O tempo e o vento. Independentemente dos adultérios de que é vítima, do abandono e do desprezo do marido pela vida doméstica, ela continua amando-o como no primeiro dia em que o viu. "Queria vê-lo mais uma vez, só uma vez" - pensa ela durante a Revolução e um pouco antes do último encontro amoroso, numa sublime confissão de desejo e afeto.


Links relacionados à obra: [[1]] [[2]] [3] [4]