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Crônica do COLTEC

Tudo começa no início de 2009 quando começavam as minhas aulas da 8ª série – atual 9º ano. Éramos 4 grandes amigas, eu e mais uma sonhávamos em entrar no Colégio Militar, já as outras duas sonhavam em entrar no CEFET. Resolvi entrar no cursinho preparatório para o CMBH , CEFET e COLTEC. No início, o COLTEC era a minha última preferência, pois eu só fui saber da existência deste colégio quando entrei no cursinho. O ano se passava e eu não pensava em nada além do Colégio Militar, mas milagrosamente o COLTEC passou a ser minha segunda preferência.
Chega outubro de 2009, a esperada prova do CM. Essa era a primeira vez que fazia um concurso e eu estava muito nervosa. No decorrer da prova, o meu pior inimigo era o tempo. A cada momento eu olhava para o relógio, o tempo passava muito depressa, e as 20 questões de matemática pareciam ser impossíveis. No final , vi que tinha passado para a segunda fase – a prova de português – mas não fiquei feliz porque minha nota foi muito baixa para apenas 10 vagas. Eu sabia que não iria passar.

Novembro de 2009: prova do COLTEC. A UFMG parecia um formigueiro com tantos adolescentes gritando e tentando deixar seus concorrentes desequilibrados. Encaminhei-me para o ICEX, segundo andar. A prova estava fácil, eu admito, mas foi isso que quebrou as minhas pernas. Com isso, a nota de corte foi muito alta e ninguém com menos de 45 tiveram nem a chance de ficar entre os primeiros excedentes.

Dezembro de 2009: prova do CEFET. Todos meus amigos iriam fazer a prova do CEFET no lugar onde a maioria faz as provas, na PUC , mas como eu sou muito azarada, fui a única que fez a prova na UNIBH do Buritis, o lugar mais longe de todos, especialmente para mim que tive que sair da zona Norte de BH para a zona Sul, além de demorar muito ainda consegui ficar perdida. A prova estava muito difícil, já sabia que não iria passar, mas depois que o gabarito saiu tive certeza absoluta.

Das quatro grandes amigas, apenas uma teve a sorte de passar no CEFET e era o que ela realmente queria. Pensei em desistir e continuar no meu colégio , onde estudei desde a 1ª série , mas também pensei em tentar novamente pois era algo que valia a pena.

Minha amiga, que sonhava em entrar no CMBH, desistiu e saiu do colégio para outro particular, pois não queria repetir o ano. Eu e a outra que sonhava em entrar no CEFET decidimos tentar tudo novamente e sofrer de novo.

E tudo recomeça no início de 2010 quando começavam as minhas aulas do 1º ano. Eu já não via tanta graça no Colégio Militar e o COLTEC passou a ser a minha preferência por vários motivos. Minha irmã estudava para o vestibular da UFMG, decidimos então que nós iríamos conseguir passar na federal.

Entrei em outro cursinho, um mais famoso e com resultados melhores, e me preparei apenas para o CEFET e COLTEC, mas não deixei de tentar para o CMBH. Em outubro de 2010, fiz a prova do colégio militar sem grandes esperanças, consegui passar, mas com uma nota muito baixa. Tinha plena certeza que não iria passar já que não tinha me preparado, além do mais, as vagas em 2010 eram a metade de 2009: apenas 5. Tudo bem, não queria mesmo, minha vontade de passar estava no COLTEC. E em novembro, tudo se repetia. UFMG lotada e me dirigi para o prédio do ICEX , no segundo andar. Tudo indicava que dessa vez iria dar certo, e deu. A prova estava mais difícil que a do ano anterior, mas garanti praticamente a metade dos pontos da prova em português e matemática. Fiquei feliz.

Minha irmã e eu fizemos uma promessa, e nós iríamos conseguir. No final do ano veio a surpresa: eu e ela conseguimos passar. Ela passou em Engenharia Ambiental e eu passei no Colégio Técnico. Minha outra amiga conseguiu realizar seu sonho de passar no CEFET. Tudo indicava que 2011 seria “o ano”. E está sendo! Está dando tudo certo para mim, tudo o que eu esperava para 2011 está acontecendo. Sinto muita falta do meu antigo colégio e às vezes bate um arrependimento de ter saído de lá, mas sei que meu futuro está no COLTEC.

Eu pensei em desisitir, mas agora, mais do que nunca a frase " não desista dos seus sonhos " faz o maior efeito na minha vida. Por isso, nunca deixe de lutar por aquilo que almeja. Seu sonho pode não se realizar no tempo que você quer, mas ele só está esperando o melhor momento da sua vida.

Andressa Freire