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Juliana, coloca seu nome no seu texto. E cadê o seu título original também?

Era uma tarde comum. Eu no ponto de ônibus depois de um dia cansativo esperando o suplementar 50 passar. Como todos os dias eu estava com esperanças de ter algum lugar para assentar e só pensava nisso enquanto ele não chegava.

Todo otimismo em vão! Como sempre o ônibus estava transbordando gente, não cabia mais ninguém, mas é claro que eu e todos os passageiros que estavam no ponto queríamos entrar, totalizavam uns dez.

O motorista gritava: “Um passinho pra trás, um passinho pra trás!” enquanto íamos entrando. Fui a penúltima a entrar e estava completamente esmagada, mas pelo menos chegaria em casa em torno de 19 horas. As quatro pessoas que não conseguiram entrar com certeza esperariam mais meia hora no ponto.

Quando o ônibus começou a andar, percebi que além de não ter lugar para assentar não havia lugar para segurar. Eu, pequena como sou, estava entre dois homens muito altos e com várias pessoas ao meu redor. Parecia um sanduíche de gente.

O ônibus começou a balançar e a me levar junto com seu balanço. Foi aí que tive uma idéia muito constrangedora, mas que salvaria minha vida. Pedi ao homem que estava na minha frente para segurar no seu ombro. Era uma questão de vida ou morte, não tive escolha.

O homem muito educado riu de mim, mas deixou. Foi assim que eu cheguei em casa depois de um dia aparentemente normal no início, mas muito constrangedor no final. A minha maior sorte é nunca mais ter encontrado com aquele homem no pequeno 50!