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População com acesso à água encanada na RMBH

AGUA

ESQUEMA TRATAMENTO DE ÁGUA

Tratamento da água passo a passo para torná la potável09:45

Tratamento da água passo a passo para torná la potável

         

A Copasa está investindo pesado no conjunto de obras de estrutura para atender vários bairros da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Alguns desses bairros tiveram um crescimento populacional acelerado e precisam da ampliação do sistema de  distribuição de água. A companhia detectou regiões com intermitência temporária do abastecimento de água, seja provocada pela ocupação populacional, seja pela necessidade de manutenção programada ou emergencial.

O fato é : água não falta, apenas garante a direção da estatal. Nos meses mais quentes do ano, quando o consumo é elevado, a empresa produz uma vazão média de 15.600 litros de água por segundo, e a demanda não passa de 14 mil litros por segundo. “Temos, portanto, uma folga de 1.600 litros por segundo nos períodos em que a temperatura sobe", informou o superintendente de produção e tratamento de água da companhia, Délio Antônio Fonseca.   De acordo com Délio Fonseca, a Copasa se baseia no plano diretor para desenvolver a estratégia de abastecimento de água. Mas o crescimento desordenado em algumas regiões provoca interrupções momentâneas. É o caso, por exemplo, de alguns bairros de Ribeirão das Neves, região do Veneza e adjacências, que abrangem uma população estimada em 75 mil moradores.

A Copasa atende 31 das 34 cidades da Grande BH. As exceções são os municípios de Caeté, Rio Acima e Itaguara. Das 31 localidades, 18 são abastecidas pelo sistema integrado e 13 por sistemas independentes. São sete sistemas integrados, sendo o maior deles o Rio das Velhas, que produz uma vazão média de 5.400 litros de água por segundo em tempos de maiores elevações da temperatura. Os demais sistemas contribuem com mais 10.200 litros por segundo, compondo o total de 15.600 litros por segundo.

A conclusão da maior parte das obras estruturantes da empresa na RMBH está prevista para 2008. O investimento, de R$ 62 milhões, é destinado a ampliar a capacidade dos reservatórios de água e distribuição por meio de ampliação de adutoras. As obras vão melhorar o abastecimento para cerca de 600 mil habitantes.

No caso de Ribeirão das Neves, a Copasa prepara licitação para a segunda etapa das obras de implantação de adutoras que vão ser direcionadas para os bairros Metropolitano, Santa Cecília, San Genaro e Florença. Em Esmeraldas, a oferta de água será ampliada nos bairros São Francisco, São Pedro e Santa Cecília, além de parte do condomínio Nossa Fazenda.

A primeira etapa da obra é voltada para a ampliação da oferta ao Vale das Acácias, Veneza e a sede do município de Ribeirão das Neves, por meio da adutora em construção no Anel Oeste, às margens da BR-040.

No primeiro semestre de 2008, a Copasa vai licitar outra obra, desta vez para ampliar a oferta de água no município de Vespasiano e nos bairros Santa Clara, Gávea I e II, Serra Dourada e Santa Luzia (São Cosme, Nova Esperança e São Damião). Desta vez a obra é a ampliação da estação de bombeamento, além das adutoras e reservatórios, em área que atende a cerca de 20 mil moradores. A obra só deve terminar no final do próximo ano.

Já a estação de bombeamento da parte alta do Bairro Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte, será concluída ainda neste mês de outubro, o que acabará de vez com os problemas de interrupção temporária no fornecimento de água.

Também os bairros Belvedere, na região Centro-Sul da capital, e o Seis Pistas, em Nova Lima, sofrem com as intermitências no abastecimento em função do crescimento da população na região. Para resolver o problema, a Copasa termina, também em outubro, a primeira etapa da obra estruturante e já prepara a segunda etapa, cujo início está previsto para 2008. “Essa etapa foi projetada para atender a demanda até 2015”, calcula o superintendente de Produção da Copasa, Délio Fonseca.

Para Nova Contagem e Recanto Verde, a companhia está licitando obra de reforço (cinco quilômetros de rede) e ampliando a reservação local. Serão mais cinco milhões de litros de água que se somarão aos 2,6 milhões, totalizando 7,6 milhões de volume armazenado. A obra deve ser iniciada no final deste ano, com conclusão prevista para meados de 2008. Depois de concluída, vai beneficiar cerca de 100 mil pessoas.

As regiões onde estão sendo feitas as obras estruturantes são atendidas pela Bacia do Paraopeba, composta pelos sistemas Rio Manso, que produz uma vazão média de 4 mil litros de água por segundo; Serra Azul (2.600 litros por segundo) e Vargem das Flores (mil litros por segundo), o que totaliza uma vazão média de 7.600 litros por segundo.

Obras estruturantes, ocorrem também nos reservatórios Morro Vermelho, Alvorada e Jardim Montanhês. No primeiro (R-10), a ampliação de reserva é de 26 milhões de litros para 54 milhões. Vai atender as regiões de Bernardo Monteiro e Contagem. No segundo (R-6), está prevista uma ampliação de 13 milhões para 20 milhões de litros e atenderá o Distrito de Paulo Camilo, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O reservatório do Jardim Montanhês (R-14), outro que está em obra, terá ampliada a sua capacidade de reserva de 5,5 milhões para 16,5 milhões de litros de água.

O conjunto de obras que a estatal vem empreendendo é parte do programa de investimentos da Diretoria Operacional Metropolitana da Copasa. O superintendente de Coordenação e Apoio Metropolitano da estatal, engenheiro Túlio Coelho Tamagnini, acredita que todo esse empenho da companhia vai resolver o problema da intermitência no abastecimento de água em alguns dos locais da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que têm sofrido com as interrupções em razão do crescimento populacional.

“O plano diretor é que nos dá as diretrizes de crescimento de cada cidade. O problema são as ocupações desordenadas em desacordo com o plano diretor. Loteamentos irregulares geram um passivo para a Copasa. Unem-se a isto, as ligações clandestinas (os chamados gatos), que são passivos que retardam o planejamento”, conclui Tamagnini.

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