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Investimentos nas escolas de BH não bastam para garantir aprendizagem

Estudante

BH TEM O PIOR ÍNDICE DE ANALFABETISMO

6 - ESCOLA COROA

As escolas estão sem verba para reforma

BH tem o pior índice de analfabetismo entre as capitais do SudesteEditar

          Em nossos dias vivemos rodeados pela escrita, ela está presente no nosso cotidiano, estudo, trabalho em quase toda atividade que realizamos. Consequentemente viver sem compreender a linguagem escrita é como viver no escuro, o que acaba gerando uma dependência alheia nas pessoas que não são alfabetizadas. Embora, inúmeros programas procurem erradicar o analfabetismo no Brasil, infelizmente, aproximadamente 10% da população brasileira, com mais de 15 anos,  é analfabeta. Na região metropolitana de Belo Horizonte os números são ainda mais assustadores, sendo que aproximadamente 70 mil pessoas (3% da população) são analfabetas.

As principais causas apontadas para esses números assustadores são, primeiramente, o acesso precário à educação básica, o que faz com que tais pessoas não consigam exercer uma profissão qualificada, sendo obrigadas realizar serviços braçais, enquanto o número de vagas para educação qualificada aumenta, o acesso a ela continua sendo difícil e há falta de mão de obra qualificada.

" Ser analfabeto é como ser cego. Se você não sabe ler, não segue o próprio rumo. Vai ser uma bênção quando eu estiver lendo e escrevendo", diz Joaquim Rodrigues Barbosa, de 49. Vindo do Vale do Mucuri, o operador de guincho já perdeu muitas oportunidades de trabalho." Quero ter mais liberdade e não precisar pedir nada a ninguém. As pessoas tem muito preconceito e poucas são de confiança", conta.

O que Joaquim busca, Júlia Martins Silva, de 52, experimentou há pouco. "Foi no ônibus que li a primeira palavra grande, 'cidade administrativa'. Nunca mais vou esquecer isso", comemora a bordadeira, que há quatro meses frequenta o EJA, Educação de Jovens e Adultos, da Universidade Federal de Minas Gerais, para compensar a falta de oportunidade que teve durante a infância.

Se o ritmo do investimento na educação de jovens e adultos for o mesmo da última década, Belo Horizonte levará 20 anos para erradicar o analfabetismo. A redução na população de iletrados na capital entre 2000 e 2010 foi de apenas 1,7%. Na capital, a maior parte dos analfabetos (9,4%) tem 60 anos ou mais, mas uma parte considerável de adultos entre 25 e 59 anos (2%) permanecem sem saber ler e escreve. Hoje, as 681 turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) do município atendem 20 mil pessoas - entre eles 4 mil jovens de até 15 anos e quase 2 mil idosos - em 103 escolas da rede municipal de ensino.

A vice-diretora do Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação da Prefeitura de Belo Horizonte e responsável pelo EJA na capital, Eunice Margareth Coelho, afirma que uma das formas de combater o analfabetismo é ampliar os espaços educativos e buscar parcerias co[[EDUCAÇÃO NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE|
Mafalda
]]m igrejas, associações, sindicatos, e equipamentos públicos. O sonho, diz, é que um dia o país não precise mais do programa de educação tardia.

"Abrimos turmas todos os meses e recebemos matrícula em qualquer época do ano, vamos atrás dos anlafabetos. Precisamos diversificar o programa de tal forma que todos os jovens e adultos que não tiveram acesso à educação sejam incluídos. Se universalizarmos o ensino fundamental, podemos erradicar o analfabetismo", diz a educadora. Para ela, o letramento é a principal condição para inclusão social. "Num mundo globalizado, não ter acesso a um código primário é estar impedido de ter vida social. O analfabetismo é uma variável socioeconômica que produz grande desvantagem no acesso a serviços e direitos.

PARA MAIS INFORMAÇÕES ACESSE:

http://pt-br.toque105.wikia.com/wiki/EDUCA%C3%87%C3%83O_NA_REGI%C3%83O_METROPOLITANA_DE_BELO_HORIZONTE