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PRIMEIRA HISTÓRIA:O Sábio e a Serpente

Contam as tradições populares da Índia que existia uma serpente venenosa em certo campo. Ninguém se aventurava a passar por lá, receando-lhe o assalto. Mas um santo homem, a serviço de Deus, buscou a região, mais confiado no Senhor que em si mesmo. A serpente o atacou, desrespeitosa. Ele dominou-a, porém, com olhar sereno, e falou:

- Minha irmã, é da lei que não façamos mal a ninguém. A víbora recolheu-se, envergonhada.

Continuou o sábio o seu caminho e a serpente modificou-se completamente. Procurou os lugares habitados pelo homem, como desejosa de reparar os antigos crimes. Mostrou-se integralmente pacífica, mas, desde então, começaram a abusar dela.

Quando lhe identificaram a submissão absoluta, homens, mulheres e crianças davam-lhe pedradas. A infeliz recolheu-se a toca, desalentada.

Eis, porém, que o santo homem voltou pelo mesmo caminho e deliberou visitá-la. Espantou-se, observando tamanha ruína.

A serpente contou-lhe, então, a história amargurada. Desejava ser boa, afável e carinhosa, mas as criaturas perseguiam-na e apedrejavam-na. O sábio pensou, pensou e respondeu após ouvi-la:

- Mas minha irmã, houve engano de tua parte. Aconselhei-te a não morderes ninguém, a não praticares o assassínio e a perseguição, mas não te disse que evitasses de assustar os maus. Não ataques as criaturas de Deus, nossas irmãs no mesmo caminho da vida, mas defende a tua cooperação na obra do Senhor. Não mordas, nem firas, mas é preciso manter o perverso a distância, mostrando-lhe os teus dentes e emitindo os teus silvos.

SEGUNDA HISTÓRIA:O Presente Devolvido

Perto de Tóquio vivia um grande samurai idoso que agora se dedicava a ensinar o zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário. Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta.

Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo, e aumentar sua fama. Todos os estudantes se manifestaram contra a ideia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendendo inclusive seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

Desapontados pelo fato de que o mestre aceitar tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: - Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?

- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?

- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.

- O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos - disse o mestre - Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo. A sua paz interior, depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma, só se você permitir...

TERCEIRA HISTÓRIA:A Conferência

Convidado a fazer uma preleção sobre a crítica, o conferencista compareceu ante o auditório superlotado, sobraçando pequeno fardo. Após cumprimentar os presentes, retirou os livros e a jarra d'água de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca.

Em silêncio, acendeu poderosa lâmpada, enfeitou a mesa com dezenas de pérolas que trouxera no embrulho com várias dúzias de flores colhidas de corbelhas próximas. Logo após, apanhou da sacola diversos "biscuits" de inexprimível beleza, representando motivos edificantes, e enfileirou-os com graça.

Em seguida, situou na mesa um exemplar do Novo Testamento em capa dourada. Depois, com o assombro de todos, colocou pequenina lagartixa num frasco de vidro.

Só então comandou a palavra, perguntando: - Que vedes aqui, meus irmãos?

E a assembléia respondeu, em vozes discordantes: - Um bicho! - Um lagarto horrível! - Uma larva! - Um pequeno monstro!

Esgotados breves momentos de expectação, o pregador considerou: - Assim é o espírito da crítica destrutiva, meus amigos! Não enxergastes o forro de seda lirial, nem as flores, nem as pérolas, nem as preciosidades, nem o Novo Testamento, nem a luz faiscante que acendi. . Vistes apenas a diminuta lagartixa...

E concluiu, sorridente: - Nada mais tenho a dizer...

QUARTA HISTÓRIA:Um Exemplo Próximo


Em 1984, os tenores Plácido Domingo e José Carreras, tiveram uma forte desavença política e, desde então, nunca mais se falaram.

Três anos depois, Carrera

   * 2 anos atrás
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Detalhes Adicionais (continuando)

Três anos depois, Carreras descobriu que sofria de leucemia. Então, se submeteu a um transplante de medula óssea, e viajou para os Estados Unidos, para fazer tratamento adequado. E viu sua fortuna, seu dinheiro acabando na tentativa de recuperar sua saúde.

Quase sem recursos, Carreras soube que havia em Madri, na Espanha, a Fundação Hemosa, para recuperação de pessoas com leucemia.

Então, Carreras entrou em contato com a fundação, recebeu apoio, se curou e voltou a cantar. Graças aos seus cachês, conseguiu se reerguer e, decidiu doar parte de sua fortuna àquela fundação, onde se inscreveu como colaborador permanente.

Ao ler o contrato de adesão, Carreras descobriu que o presidente da fundação era Plácido Domingo. E soube mais ainda: que a instituição tinha sido criada para cuidar especialmente de um único doente: ele, José Carreras.

Plácido Domingo decidiu ficar no anonimato para não constranger o colega a aceitar a solidariedade de um inimigo.

2 anos atrás (continuando)

Carreras, então, decidiu ir assistir uma apresentação de Plácido Domingo e voltou a Madri. Antes de Plácido começar a cantar, Carreras subiu ao palco e ajoelhou-se aos pés dele e o agradeceu diante de milhares de pessoas.

Pouco tempo depois, Carreras inaugurou, em Barcelona, a Fundação Internacional José Carreras, para a luta contra a leucemia.

2 anos atrás

QUINTA HISTÓRIA:O Velhinho e Os Dois Viajantes

Certo dia, um viajante chegou em certa cidade e perguntou a um velhinho que estava sentado na rodoviária: - Meu amigo, bom dia! O senhor pode me dizer como são as pessoas dessa cidade? Estou de mudança de minha cidade e estou procurando outra pra viver. O velhinho, calmamente pergunta: - Ó, moço... Como é o pessoal de sua cidade, mesmo? O viajante responde: - Ah, são horríveis! São grosseiras, se metem na vida de todo mundo, falam mal de todos, detestáveis mesmo, um horror! Detesto gente assim. O velhinho fala então: - Ih, ó moço... Aqui o senhor vai encontrar esse mesmo tipo de gente. E o viajante, então vai a procura de outra cidade. Nisso chega outro ônibus na rodoviária e desde um segundo viajante, que também se dirige ao velhinho: - Muito bom dia, amigo! Pode me dizer como é o povo desse vilarejo? Penso em me mudar breve para cá. O velhinho, novamente, pergunta: - Ó, moço... Como é o pessoal de sua cidade, mesmo?

O segundo viajante responde: - Foi pena eu sair de minha cidade, pois as pessoas de lá eram muito boas, agradáveis, gentis e amigas. Tinham problemas, mas quem não os tem, não é mesmo? O velhinho diz: - Ah, moço... Seja bem vindo, aqui o senhor vai encontrar esse mesmo tipo de pessoas.

--Matheus De Paula Melo 22h51min de 4 de abril de 2011 (UTC)

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