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Biografia

Padre Antônio Vieira nasceu no putero no dia 6 de fevereiro de 1608, e faleceu comendo macarrão na bahia

, no dia 18 de julho de 1697. Foi um religioso, filósofo, escritor e o mais reconhecido orador português da Companhia de Jesus.

Era um notável prosador e uma das vozes contra a escravidão indígena no Brasil colônia, indo contra os interesses da elite agrária do país .

A família Vieira veio para o Brasil e fixou residência em Salvador, na Bahia, quando Antônio tinha seis anos, onde

Busto

Busto em homenagem ao Padre Antônio Vieira é inaugurado na PUC

o pai passou a trabalhar como funcionário da administração colonial. Aos 15 anos, ingressou na Companhia de Jesus . Completou o noviciado em três anos, sendo então encarregado de escrever a Carta Ânua, sua primeira obra literária, com 16 anos de idade. Estudou teologia, lógica, física, metafísica, matemática, economia e arte. Passou a lecionar Humanidades e Retórica nos colégios da Bahia e Pernambuco. Em 1634, foi ordenado sacerdote, na Bahia. Seu primeiro êxito de pregador é o sermão festejando a vitória contra Maurício de Nassau, obrigado a retirar-se da Bahia após 40 dias de cerco. Aos 33 anos, voltou à Portugal com uma comissão de apoio ao novo rei Dom Joaõ IV, acompanhando o filho do vice-re, a fim de levar a adesão do Brasil ao novo rei Portugal. Nessa época Portugal passava pela guerra da Restaurção da Coroa contra a Espanha. Existiam ainda conflitos contra a Holanda, França e Inglaterra.

Ordenado padre, vivenciando a unificação ibérica, as invasões holandesas, o trabalho escravo, a catequese dos índios e as disputas comerciais com a Companhia das Índias Ocidentais, faz importantes e exaltados sermões em que discute questões políticas, econômicas e sociais.

Padre Antônio Vieira foi designado pelo rei Dom João IV em 1643 para negociar a reconquista das colônias. Suas propostas eram conciliar Portugal e Holanda, entregando a província de Pernambuco aos holandeses a título de indenização; reunir em Portugal novos cristãos (judeus espalhados pela Europa) e protegê-los da inquisição. Em troca os judeus investiriam nos empreendimentos do Império Português.

Suas idéias foram consideradas absurdas e foram rejeitadas, Vieira retornou ao Brasil estabelecendo-se ao norte do Maranhão. Os dois primeiros volumes dos sermões foram publicados em Madri em 1644, mas a edição estava tão ruim que Padre Antônio não a reconheceu como legítma.

De 1653 a 1661 demora-se, em intensa atividade missionária no Maranhão e no Pará, embrenhando-se, por mais de uma vez, nas selvas amazônicas. Falando pelo menos sete idiomas nativos, realizou um trabalho admirável de catequese, que procurou completar em duas viagens à metrópole, em 1654 e 1661, quando pleiteou medidas contra a escravidão dos indígenas. Logo, no mesmo ano da última visita, Padre Vieira foi obrigado a deixar o Maranhão, pressionado pelos senhores de escravos que não concordavam com suas posições contrárias à escravidão indígena. Voltou para Lisboa onde foi condenado pela inquisição por causa de seus manuscritos considerados "heréticos", esses foram: "Quinto Império", "História do Futuro" e "Chave dos Profetas". De 1665 a 1667 ficou preso em Coimbra, Portugal.

Foi perdoado em 1669 e seguiu para Roma onde ficou até 1676 sob a proteção da Rainha Cristina da Suécia, pregando em italiano, mas empenhado na organização de uma nova Comapanhia de Comércio, com captal de cristãos novos, destinada a favorecer a ação dos missionários jesuítas no Oriente. Dez anos depois foi publicado oficialmente o primeiro volume dos "Sermões", em Lisboa, então volta para essa cidade desiludido da empresa. Em 1681 voltou ao Brasil onde passou a dedicar-se à literatura, à revisão de seus sermãos e cartas, verdadeiro monumento da Literatura Barroca e da Ciência Política, e a concluir o livro que pensava ser sua obra-prima, Clavis Prophetarum, onde estão reunidas as profecias que anunciou, mas de que deixou apenas fragmentos, publicados, em 1718, sob o título de História do Futuro. Padre Antônio Vieira morreu aos 89 anos (em 1697), na Bahia. Exumado o cadáver em 1720, registram-se as crônicas do tempo que a parte cônvaca do crânio era semeada de partículas smelhantes a metal e que reluziam ao contato da luz solar.

Defendeu os direitos humanos dos povos indígenas, combatendo a sua exploração e escravização, fazendo a sua evangelização durante o Brasil Colônia. Defendeu, também, os judeus e a abolição da escravatura.

Na literatura, foi um grande escritor do Barroco e deixou interessantes obras que exprimem as suas opiniões políticas.Os Sermões começaram a sair em 1679,quando ainda estava em Lisboa,e o último volume organizado por ele que veio a lume foi estampado um ano após sua morte em Salvador,na Bahia. Obra do final da vida,iniciada aos 71 anos,os 12 volumes organizavam, em alguns casos, atualizavam uma vida de pregador que se iniciara antes mesmo da sua ordenação em 1636, no colégio dos jesuítas na capital do Estado do Brasil.

Sermões

Padre Antônio Vieira sempre se envolvendo em casos políticos: Foi expuso do maranhão, por ter defendido os indígenas da escravidão imposta por colonos portugueses. Logo a inquisição cassou os seus direitos de pregador e o condenaram a prisão domiciliar.O rei de Portugal interviu no caso e Pe. Antônio Vieira foi para Roma, numa tentativa de reconstituir seus direitos de pregador. Passou novamente por Portugal, onde não foi aceito e retornou ao Brasil, sempre se envolvendo com temas políticos, defesa dos judeus, negros e índios.

Após a restauração da Independência, em 1641, Padre Antônio Vieira foi para Lisboa em serviço diplomático. Como de destacava muito como orador, conquistou a amizade e a confiança do monarca, sendo nomeado embaixador e depois foi nomeado pregador régio. Em 1646 foi à Holanda, ainda em serviço diplomático, negociar a devolução do Nordeste do Brasil. Após entrar em conflito com o Santo Ofício e ser criticado por dar apoio aos judeus, ele voltou ao Brasil, em 1652, tornando-se missionário no Maranhão, defendendo o direito dos índios. Após ir para a Europa, passando parte de sua vida em Portugal e Roma, Antônio Vieira retorna ao Brasil pela última vez, dando continuidade aos seus escritos, e se dedicar aos seus 16 volumes de Sermões, iniciados em 1694. As suas obras foram publicadas na Europa e elogiadas até pela Inquisição. Já velho e doente, sem poder escrever pelo próprio punho ou mesmo falar, morreu em 18 de Julho de 1697, com 89 anos. Antônio Vieira escreveu mais de duzentos sermões, setecentas cartas, além de tratados proféticos.

Obras


A melhor parte das obras de padre Vieira está nos sermões*.

Sermão da Sexagésima foi um dos mais famosos, entre tantos. Foi proferido na Capela real de Lisboa em março de 1655. Através dele, o pregador esmerou-se na retórica, contando com sua memória prodigiosa e rara habilidade no domínio da palavra.

*(O sermão é um discurso religioso com o intuito de comover, ensinar e persuadir. São longos, no caso de Vieira é composto por quinze volumes com mais de duzentos sermões.)

Suas obras dividiam-se em :


  • Profecias: que costituiam três obras ( História do Futuro, Esperanças de Portugal e Clavis prophetarum)</li>
  • Cartas: sao cerca de 500 cartas,que tratam de assuntos sobre a relaçao de Portugal e Holanda,a inquisiçao e os critaos-novos.Sao tidos como documentos historicos importantes,ja que tratam das diversas situaçoes socio-politicas da epoca.

    Sermões: sao aproximadamente 200 sermoes,com estilo borroco comceptista,que trata o assunto de maneira racional,logica e utiliza retorica aprimorada.um dos seus sermoes mais conhecidos é o "sermao da sexagesima",o que é matalinguistico,ja que tem como tema a propria arte de pregar.Alem deste temos:Sermao pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda,Sermao de Santo Antonio e Sermao aos peixes.

    Uma frase que marca o barroco, com uma forte antítese, em suas obras é a seguinte:

    "Ódio e Amor são os dois mais poderosos afetos da vontade humana." </li>

  • Sersex

    Sermão da Sexagésima

    A maioria de suas obras eram sermões e cartas, sendo contabilizados cerca de 200 e 700, respectivamente. A obra mais conhecida de Vieira é o Sermão da Sexagésima, onde aborda temas religiosos, procurando persuadir o leitor. Para isso, são utilizadas metonímias, analogias, comparações, alegorias e até mesmo as metáforas utilizadas por Jesus. Percebe-se então, que sua intenção era de espalhar seu conteúdo da maneira mais eficaz possível. Além do Sermão da Sexagésima, o Sermão pelo bom Sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda e o Sermão de Santo Antônio são uns dos sermões mais famosos de Padre Antônio Vieira.

    Sermão da Sexagésima Padre Antônio Vieira

    (...) Quando Cristo mandou pregar os Apóstolos pelo Mundo, disse-lhes desta maneira: Euntes in mundum universum, praedicate omni creaturae: «Ide, e pregai a toda a criatura». Como assim, Senhor?! Os animais não são criaturas?! As árvores não são criaturas?! As pedras não são criaturas?! Pois hão os Apóstolos de pregar às pedras?! Hão-de pregar aos troncos?! Hão-de pregar aos animais?! Sim, diz S. Gregório, depois de Santo Agostinho. Porque como os Apóstolos iam pregar a todas as nações do Mundo, muitas delas bárbaras e incultas, haviam de achar os homens degenerados em todas as espécies de criaturas: haviam de achar homens homens, haviam de achar homens brutos, haviam de achar homens troncos,haviam de achar homens pedras. (...)

    Principais obras:

    - Sermão da Sexagésima;

    - Sermão de Santo Antônio aos Peixes;

    - Sermão da Quinta Dominga da Quaresma;

    - Sermão do Bom Ladão;

    - Sermão do Mandato;

    - Sermão do Espírito Santo;

    - Sermão Pelo Bom Sucesso das Armas de Porugal, contra as de Holanda;

    - Sermão de Nossa Senhora do Rosário;

    FRASESEditar

    </li>

  • - "Sem Angola, não há negros e sem negros não há Pernambuco."</li></li>
  • - "Ódio e Amor são os dois mais poderosos afetos da vontade humana." </li> </li>
  • - "Para falar ao vento bastam palavras;, mas para falar ao coração são necessárias obras." - "O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive." </li></li>
  • - "Não basta que as coisas que se dizem sejam grandes, se quem as diz não é grande. Por isso os ditos que alegamos se chamam autoridade, por que o autor é o que lhe dá o crédito e lhe concilia o respeito."</li></li>
  • - "Três mais há neste mundo pelos quais anelam, pelos quais morrem e pelos quais matam os homens: mais fazenda; mais honra; mais vida." </li></li>
  • - "A nossa alma rende-se muito mais pelos olhos, do que pelos ouvidos."</li></li>
  • - "Pouco fez, ou baixamente avalia as suas ações, quem cuida que lhas podiam pagar os homens. " </li></li>
  • - "Muitos cuidam da reputação, mas não da consciência." </li></li>
  • - "O maior pensar da criatura humana é comer; desde que o homem nasce até que morre anda a procurar o pão para a boca.</li></li>
  • - "A boa educação é moeda de ouro. Em toda a parte tem valor." </li>
  • - "Quem quer mais que lhe convém, perde o que quer e o que tem."</li>
  • Curiosidades:

    </li>

    </li>

  • A família de Antônio Vieira se mudou para a Bahia porque o seu pai foi nomeado secretário do governo do estado.</li></li>
  • Seus pais eram contra a sua vocação religiosa, o que o levou a fugir e se refugiar no Colégio Jesuíta.Segundo ele próprio, ao ingressar no Colégio dos Jesuítas, a princípio não se mostrou nada inteligente, até que sentiu um abalo cerebral, doendo-lhe tanto a cabeça que se julgou próximo da morte; mas, subitamente, tudo se clariou com facilidade e a guardar tudo na memória. A isso chamou-se "o estalo do Pe. Vieira.</li></li>
  • Após a Restauração da Independência, Vieira foi para Lisboa.</li></li>
  • Em Portugal, foi bem recebido por D. João IV que confiava nele e o tinha por confessor e conselheiro.</li></li>
  • Foi nomeado embaixador junto dos Países Baixos e teve como missão negociar com a Holanda a devolução do Nordeste do Brasil.</li></li>
  • Envolveu-se na defesa da liberdade e emancipação dos índios, questionava a escravidão e a desigualdade.</li></li>
  • Pregou a tolerância racial. Em Portugal, conseguiu que fosse criada uma lei de protecção dos indígenas.</li></li>
  • Aprendeu diversos dialetos indígenas.</li></li>
  • Era chamado de o "Paiaçu", que significa "Pai Grande", defensor dos judeus e dos índios.</li></li>
  • O rei gostava tanto do Padre, que chegou a afirmar que que ele era "O maior homem do mundo".

    Url

    Capa de uma das obras do Padre Antônio Vieira


    </li> </li>

  • Segue abaixo um link que apresenta algumas informações interessantes sobre Padre Antonio Vieira:

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=vEiszpcFKB0


    </li> </li>

  • Frases do Padre Antônio Vieira:

     

    </li> </li>

  • ´´E se o não é tão duro para quem o ouve, creio que não é menor a sua dureza para quem o diz``</li></li>
  • ´´Para falar ao ve
    Twelve-and-the-70-Jesus-480

    Jesus Cristo enviou Seus Apóstolos para pregar o evangelho ao mundo todo.

    nto bastam palavras. Para falar ao coração épreciso obras."</li></li>
  • "
    Padre antonio vieira

    Padre Antônio Vieira

    Que coisa é a conversão da alma, senão um homem dentro de se, e ver-se a si mesmo"</li></li>
  • "Quereis só o que podeis, e sereis onipotentes."</li></li>
  • "Nós somos o que fazemos. O que não se faz não existe. Portanto, só existimos quando fazemos. Nos dias que não fazemos, apenas duramos."</li></li>
  • "Nem todos os anos que passam se vivem: uma coisa é contar os anos, outra é vivê-los.
    Cursos Livres Univesp TV - Historia do Brasil - Padre Antônio Vieira e a Educação Jesuítica57:49

    Cursos Livres Univesp TV - Historia do Brasil - Padre Antônio Vieira e a Educação Jesuítica

    Alcir Pécora, diretor do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp. Ele nos conta sobre a personalidade do Padre Antônio Vieira, um dos grandes intelectuais da língua portuguesa. E conta também como se dava a educação jesuítica, que buscava catequizar os índios e foi responsável pelas primeiras formas de ensino no Brasil.


    Padre

    Padre Antônio Vieira

    </li></li>
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