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3- Poesias Barrocas

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Gustavo.sena103Adicionada por Gustavo.sena103
A literatura barroca se caracteriza pelo uso de uma linguagem dramática, com exagero de figuras de linguagem. Literariamente, as figuras de linguagem mais utilizadas são:
  • A metáfora, que revela a tendencia barroca à ilusão e à descrição indireta;
  • A antítese e o paradoxo, que exprimem a coexistencia angustiada de ideias e sentimentos opostos e contraditórios;
  • A hipérbole, expressão da perplexidade diante do mundo e da vida;
  • E o hipérbato, que reflete a inversão da frase e as contorções da alma.


Em sua evolução histórica, a poesia barroca atravessou três momentos, cada qual com suas peculiaridades:

1°Momento) Ocupando, grosseiramente, a primeira metade so século XVII, caracteriza-se pela influência de Camôes e de escritores castelhanos.

2°Momento) Corresponde a segunda metade do século XVII, assinala a desabrochar de uma poesia já de índole brasileira, sem embargo de permanecer a influência camoniana e espanhola. Surge o grupo baiano representado por Gregório de Matos, Eusébio de Matos, Domingos Barbosa, Bernardo Vieira Ravasco e Grasson Tinoco.

3°Momento) Caracteriza-se pelo exagero do Barroco e o aparecimento das academias literárias ( a partir de 1724, com a Academia dos Esquecidos); pertencem a esse período Manuel Botelho de Oliveira, Frei Manuel de Santa Maria Itaparica e outros.

Também temos como características a dualidade entre o homem e Deus, antropocentrismo x teocentrismo, além de, pessimismo, com uma ideia final de desespero e morte, o cultismo, com o uso de uma linguagem culta através de um jogo de palavras, entre outros. O pensamento cristão medieval reaparece no Barroco relatando sobre o equilíbrio do homem medieval se transformando em conflito permanente, representado em jogo de oposições e contrastes. A literatura barroca foi introduzida no brasil por portugueses quando nã havia uma formação cultural significante no brasil por isso refletindo a literatura portuguesa a produção literaia neste periodo não é reconhecida com genuinamente nacional, mas o estilo absorvido é resultante do periodo colonial. O
Barroco no Brasíl
Lucass4032Adicionada por Lucass4032
barroco tem varios autores brasileriros onde cada um deles tem sua própria caracteristica. Entre alguns dos principais estão, Padre Antonio Vieira, Gregorio de Matos, Manoel Botelho e outros. Todos eles são importantes na história da poesia barroca brasileira.
"Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado", obra de arte a ver com Poesia Barroca.
Gustavo.sena103Adicionada por Gustavo.sena103

A ideologia do Barroco é fornecida pela Contrarreforma. Em nenhuma outra época se produziu tamanha quantidade de igrejas, capelas, estátuas de santos e monumentos sepulcrais. As obras de arte deviam falar aos fiéis com a maior eficácia possível, mas em momento algum descer até eles. A arte barroca tinha que convencer, conquistar e impor admiração. Muitas delas são constituidas de figuras tão sinuosas e ornamentação tão rebuscada, que o observador que vive outro momento historico as interpreta como certo exagero.


Os poemas do barroco podem ser indentificados também por suas estruturas sendo duas estrofes com cada quatro versos cada e outras duas com três versos cada. Além disso cada poema pode ser separado com o seguinte esquema:

A

B

B

A  

A

B

B

A  

C

D

C  

D

C

D

Sendo cada letra representando um final de rima. A baixo temos alguns exemplos, porém devemos lembrar que nem todos seguem essa regra.

Vemos abaixo exemplos de poemas e/ou sonetos do estilo barroco. Neste, escrito por Gregório de Matos, podemos observar o principal traço do estilo que são as figuras de linguagem, principalmente a antítese, que marca a contradição em que o homem se encontrava quanto ao carnal e o espiritual, a razão e o celestial.

A Jesus Cristo nosso Senhor

Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado (A)

Da vossa piedade me despido,: (B)

Porque quanto mais tenho delinqüido,(B)

Vos tenho a perdoar mais empenhado. (A)

 

Se basta a vos irar tanto um pecado, (A)

A abrandar-vos sobeja um só gemido: (B)

Que a mesma culpa que vos há ofendido,(B)

Vos tem para o perdão lisonjeado. (A)

 

Se uma ovelha perdida e jácobrada (C)

Glória tal e prazer tão repentino (D)

Vos deu, como afirmais na Sacra História:(E)

 

Eu sou, Senhor, ovelha desgarrada; (C)

Cobrai-me; e não queirais, Pastor Divino,(D)

Perder na vossa ovelha a vossa glória. (E)

 

Neste outro poema, o homem busca o perdão de Deus e no meio desta petição, há o paradoxo entre o pecado mundano e os argumentos santos em que ao mesmo tempo que o eu-lírico confessa os seus pecados, pede o perdão de Deus no momento em que ele vê a sua morte próxima.

 

Buscando a Cristo

 

"A vós correndo vou, braços sagrados,

Nessa cruz sacrossanta descobertos,

Que, para receber-me, estais abertos,

E, por não castigar-me, estais cravados.

 

A vós, divinos olhos, eclipsados

De tanto sangue e lágrimas abertos,

Pois, para perdoar-me, estais despertos,

E, por não condenar-me, estais fechados.

 

A vós, pregados pés, por não deixar-me,

A vós, sangue vertido, para ungir-me,

A vós, cabeça baixa p ‘ra chamar-me.

 

A vós, lado patente, quero unir-me,

A vós, cravos preciosos, quero atar-me,

Para ficar unido, atado e firme."

 

No soneto acima, de Gregório de Matos, percebemos fortemente a METONÍMIA que vai relacionando as partes do corpo de Jesus, substituindo-o na cruz. Percebemos também a omissão de termos no poema como "correndo vou", caracterizando uma ELIPSE. Em todos os versos que iniciam com "A vós..", o termo "correndo vou" seria empregado em seguida na frase. Outra característica também marcante é a repetição do termo "A vós...", identificando assim ANÁFORA como outra figura de linguagem presente no soneto. Assim tembem em ''A fragilidade da vida'', que se segue abaixo:

''Esse baixel nas praias derrotado Foi nas ondas Narciso presumido; Esse farol nos céus escurecido Foi do monte libré, gala do prado. Esse nácar em cinzas desatado Foi vistoso pavão de Abril florido; Esse Estio em Vesúvios encendido Foi Zéfiro suave, em doce agrado. Se a nau, o Sol, a rosa, a Primavera Estrago, eclipse, cinza, ardor cruel Sentem nos auges de um alento vago, Olha, cego mortal, e considera Que és rosa, Primavera, Sol, baixel, Para ser cinza, eclipse, incêndio, estrago.''

Texto retirado de FENIX RENASCIDA, de Francisco de Vasconselos.

   

A D. Ângela

 

Anjo no nome, Angélica na cara! A

Isso é ser flor e Anjo juntamente: B

Ser Angélica flor e Anjo florente, B

Em quem, senão em vós, se uniformara? A

 

Quem vira uma tal flor que a não cortara A

De verde pé, da rama florescente; B

E quem um Anjo vira tão luzente B

Que por seu Deus o não idolatrara? A

 

Se pois como Anjo sois dos meus altares, C

Fôreis o meu Custódio e a minha guarda, D

Livrara eu de diabólicos azares. C

 

Mas vejo, que por bela, e por galharda, D

Posto que os Anjos nunca dão pesares, C

Sois Anjo que me tenta, e não me guarda. D

 

Autoria de Gregório de Matos o soneto acima nos permite perceber a presença de figuras de linguagem, como ocorrem em todos os poemas barrocos. Assim conseguimos perceber a forte presença do carpe diem (aproveitar o dia), ou seja o reconhecimento da passagem do tempo e das incertezas da vida leva à necessidade da imediata sensação de prazer. O assunto central do poema é o contraditório sentimento do poeta pela mulher, ou seja, a última é simultaneamente flor (metáfora de beleza) e objeto que desperta desejo mas também é anjo (metáfora de pureza) e simbologia da elevação espiritual. Por fim, a contradição entre o amar e o desejar corrobora no paradoxo dos versos finais: “Sois Anjo que me tenta e não me guarda.”  

A CRISTO N. S. CRUCIFICADO

Meu Deus, que estais pendente de um madeiro, A

Em cuja lei protesto de viver, B

Em cuja santa lei hei de morrer, B

Animoso, constante, firme e inteiro: A

   

Neste lance, por ser o derradeiro, A

Pois vejo a minha vida anoitecer; B

É, meu Jesus, a hora de se ver B

A brandura de um Pai, manso Cordeiro. A

   

Mui grande é o vosso amor e o meu delito; C

Porém pode ter fim todo o pecar, D

E não o vosso amor que é infinito. C

   

Esta razão me obriga a confiar, D

Que, por mais que pequei, neste conflito C

Espero em vosso amor de me salvar. D


Nesse poema, Gregório de Matos utiliza o eu lírico para expressar o arrependimento completo dos seus pecados e a crença no imenso amor de Deus, e no fim, espera ser salvo pelo perdão divino. O eu-lírico então diz que o amor de Cristo é infinito; o pecado dele é grande, mas é menor que o amor de Cristo; Então, ele espera ser salvo, apesar de tudo. A poesia é religiosa, e eu-lírico sente culpa pelo seus pecados e espera uma salvação. A maioria das rimas ocorre de forma intercalada e o poema contém 14 versos e 5 estrofes. Porém, uma delas possui apenar um verso.

A CIDADE DA BAHIA

A Cidade da Bahia! Ó quão dessemelhante A

Estás e estou do nosso antigo estado, B

Pobre te vê a ti, tu a mi empenhado, B

Rica te vi eu já, tu a mi abundante. A

   

A ti trocou-te a máquina mercante, A

que em tua larga barra tem entrado, B

A mim foi-me trocando e tem trocado, B

tanto negócio e tanto negociante. A

 

Deste em dar tanto açúcar excelente A

Pelas drogas inúteis, que abelhuda C

Simples aceitas do sagaz Brichote. D

 

Oh! se quisera Deus que de repente A

Um dia amanheceras tão sisuda C

'que fora de algodão o teu capote! D

Foi com a produção satírica que Gregório de Matos retratou a sociedade brasileira e as cidades. É nesse tipo de poesia que ele foge dos padrões linguísticos do Barroco, utilizando palavrões e expressões populares. Ele retrata a sua terra, que era grande produtora de açúcar mas teve que baixar o preço de venda do produto e ainda foi acometida pela cólera, que era conhecida como peste, matando muitas pessoas e prejudicando ainda mais a sociedade. Nesse poema e eu-lírico percebe as transformações ocorridas no Estado e lamenta, nos últimos versos, a respeito da questão econômica, pois uma hora vira uma Bahia rica e próspera e de repente mergulhada em recessão. O autor ressalta o comércio feito com estrangeiros que chegavam em navios com suas mercadorias, e o fato de seu povo trocar seu rico açúcar pelas drogas inúteis dos mercadores de outros países. Ao final do poema, é pedido a Deus que a Bahia volte a ser como antes, rica e próspera. Para destacar essa mudança no cenário o autor usa o tempo presente e o pretérito: Pobre te vê a ti/Rica te vi eu já.    

A uma ausência

 

Sinto-me,sem sentir todo o abrasado A

No rigoroso fogo que me alenta, B

O mal que me consume me sustenta, B

O bem que entretém me dá cuidado A

   

Ando sem me mover,falo calado, A

O que mais perto vejo se me ausênta, B

E o que estou sem ver mais me atormenta B

Alegro-me de ver atormentado. A

 

Choro no mesmo ponto em que me rio, C

No mor risco me anima a confiança D

Do que menos se espera estou certo E

 

Mas,se de confiado desconfio C

E porque,entre os receios da mudança, D

Ando perdidoem mim como em deserto E

Pode-se observar que nesse poema o dualismo é muito explicito, por exemplo o bem e o mal. Percebe-se, também, que o autor está passando por uma crise emocional.

Algo interessante sobre esse poema é que desde o título ele nos deixa um mistério, ausência de quem? Ausência de quê? Além disso o uso de linguagem imasgística desafia a compreessão do leitor, principalmente pelo conflito que revela.

Francisco Rodrigues Lobo-(1580-1622)

Meu Deus, que estais pendente em um madeiro, A

 

Em cuja Lei protesto de viver, B

Em cuja Santa Lei hei de morrer, B

Animoso, constante, firme e inteiro. A

 

Neste Lance, por ser derradeiro, A

Pois vejo a minha vida anoitecer, B

É. Meu Jesus, a hora de se ver B

A bradura de um Pai, manso cordeiro. A

 

Mui grande é vosso amor e meu delito; C

Porém pode ter fim todo o pecar, D

e não vosso amor, que é infinito. C

 

Essa razão me obriga a confiar D

Que por mais que pequei nesse conflito C

Espero em vosso amor de me salvar. D

     

Soneto IV Editar

As damas cortesãs, e por rasgadas C

Olhas podridas, são, e pestilências, D

Elas com purgações, nunca purgadas. C

   

Mas a culpa têm vossas reverências, D

Pois as trazem rompidas, e escaladas C

Com cordões, com bentinhos, e indulgências. D

Gregório de Matos

Ao Braço do Mesmo Menino Jesus Quando Aparece

"O todo sem a parte não é todo; A

A parte sem o todo não é parte; B

Mas se a parte o faz todo, sendo parte,B

Não se diga que é parte, sendo o todo.A

Em todo o Sacramento está Deus todo,A

E todo assiste inteiro em qualquer parte,B

E feito em partes todo em toda a parte,B

Em qualquer parte sempre fica todo.A

O braço de Jesus não seja parte,B

pois que feito Jesus em partes todo A

assiste cada parte em sua parte.B

Não se sabendo parte deste todo,A

Um braço que lhe acharam, sendo parte,B

Nos diz as partes todas deste todo.”A

Essa é uma poesia religiosa, que critica a postura da igreja e do clero, buscando o perdão. É um poema que usam as linhas do barrocoque são o cultismo e conceptismo, há contradições (antíteses e paradoxos), uso de exageros (hipérbole), inversões na ordem frasal (hipérbato) e também o uso de termos eruditos (palavras raras).  

À Ilha de Maré

Manuel Botelhos de Oliveira

Quando vejo de armado o rosto amado A

Vejo ao céu e ao jardim ser pareado A

Porque no assombrado primoluzido B

Tem o sol em seus olhos duplicados C


Tem o primeiro A nos arvoredos C

Sempre verdes nos olhos, sempre ledos C

Tem o segundo A, nos arespuros D

Na temperie agradaveis e seguros D


Tem o terceiro A nas aguas frias E

Que refrescam o peito, e são sadias E

O quarto A no açúcar de leitoso, F

Que é do mundo o regalo mais mimoso. F

"À Ilha de Maré" tem como pano de fundo a natureza. Evidenciando a variedade dos muitos produtos existentes no Brasil como frutas e verduras. Nesse caso vemos um pouco de nacionalismo.  

Ao som de uma guitarrilha

Ao som de uma guitarrilha,

que tocava um colomim

vi bailar na Água Brusca

as Mulatas do Brasil:

Que bem bailam as Mulatas,

que bem bailam o Paturi!


Não usam de castanhetas,

porque cos dedos gentis

fazem tal estropeada,

que de ouvi-las me estrugi:

Que bem bailam as Mulatas,

que bem bailam o Paturi.


Atadas pelas virilhas

cuma cinta carmesim,

de ver tão grandes barrigas

lhe tremiam os quadris.

Que bem bailam as Mulatas,

que bem bailam o Paturi.


Assim as saias levantam

para os pés lhes descobrir,

porque sirvam de ponteiros

à discípula aprendiz,

Que bem bailam as Mulatas,

que bem bailam o Paturi.


Esse poema de Gregório de Matos narra a dança do Paturi. Podemos visualizar que nesse processo uma das características da sociedade colonial baiana do Séc. XVII éa reunião de um grupo de mulatos, mestiços para dançar e esta dança era assistida por homens brancos. Um dos instrumentos utilizados era o cavaquinho (no poema chamado de guitarrilha) que era tocada por um menino índio.

• Antecipação das influências coreográfico-musicais ocorridas no sec. XVIII entre Brasil e Portugal

Frei Lucas de Santa Catarina em Portugal retratou um estilo de dança parecido em suas poesias que acontecia em Lisboa, dança feita por mulatos e pessoas de baixa renda. Isso mostra o que antecipava o intercâmbio de influências coreográfico-musicais que foi comprovado entre Brasil e Portugal no Séc. XVII, onde nesse poema fez-se saber que a característica de estalar os dedos própria do fandango ibérico, apontada no paturi pelo poeta, foi mais um intercâmbio de coreografias.

  • Contingente das mestiças forras e livres de Seiscentos

Gregório descrevia que na década de 1680-1690 já se dançava na aréa popular o Paturi castanholando com os dedos. O poeta informa também em outro poema, umbigadas vistas em festas realizadas por pardos em Salvador em homenagem a Nossa Senhora do Amparo. Mais tarde esses dois elementos compuseram o Iundu.

Atadas pelas virinhas

Cuma cinta carmesim,

De ver tão grandes barrigas

Lhe tremiam os quadris.

Que bem bailam as mulatas,

Que bem bailam o Paturi.

Ao escrever esse trecho Gregório de Matos descreve um recurso usado pelas mulatas para criar movimentos ao dançar o Paturi mesmo usando calças de algodão. Naquela época as mulatas usavam calças de algodão presas com um cordel, e passavam as barras por dentro da cinta, deixando as saias criadas na altura dos joelhos.

Estudo de obra - Marília de Dirceu - Lira XXIX - Parte II  

Apresentação da Lira:    

Eu descubro procurar-me

Gentil mancebo e louro;

Trazia a testa adornada,

Com folhas de verde louro.

Vejo ser o pai das Musas,

E me entrega a lira d’ouro.

   

“Já basta", me diz, "ó filho,

Já basta de sentimento;

O cansado peito exige

Um breve contentamento:

Louva a formosa Marília

Ao som do meu instrumento.”

     

Firo as cordas; mas que importa?

A dor não sossega entanto:

Ergo a voz; então reparo

Que, quanto mais corre o pranto,

É mais doce, e mais sonoro

Meu terno, e saudoso canto.

   

Apolo fitou os olhos

Na mão que regia o braço;

E depois de estar suspenso,

De me ouvir um largo espaço,

Assim diz: “O Deus Cupido,

“Faz inda mais, do que eu faço.”

   

“Eu te dou a minha lira:

Louva, louva a tua Bela;

Porém vê que ta concedo

Com condição, e cautela...”

Eu lhe corto a voz dizendo,

Que só canto em honra dela.

   

Análise da obra:

   

Com pai das Musas, o autor se referiu ao Deus Apolo, o deus da morte súbita, das pragas e doenças, mas também o deus da cura e da proteção contra as forças malignas. Além disso era o deus da Beleza, da Perfeição, daHarmonia, do Equilíbrio e da Razão, o iniciador dos jovens no mundo dos adultos, estava ligado à Natureza, às ervas e aos rebanhos, e era protetor dos pastores, marinheiros e arqueiros, além de ser identificado como sol e luz da verdade

O autor narra a cena de um suposto encontro de Dirceu e o Deus Apolo, onde Apolo dá sua lira d ouro para Dirceu cantar seu amor por Marília, mas com a condição de este ser o único uso da lira.

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