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Cláudio Manuel da Costa

Claudio manuel da costa

Cláudio Manuel da Costa

OI? :)


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Mariana-cidade natal de Cláudio Manuel da Costa

Cláudio Manuel da Costa nasceu em Mariana (MG) no 5 de junho de 1729, Cláudio Manuel da Costa foi um dos mais importantes poetas brasileiros da época colonial. É patrono da cadeira de número 8, na Academia Brasileira de Letras.

Em Vila Rica, iniciou seus estudos. Posteriormente, estudou filosofia no Rio de Janeiro e, em 1743, seguiu para Lisboa e, logo após, para Coimbra, onde se formou em direito e publicou pelo menos três poemas.

Aproximadamente em 1753, retornou a Vila Rica e lá viveu o resto de sua vida. Filho de um rico minerador português, ocupou altos cargos na máquina burocrática industrial, entre eles foi por duas vezes Secretário do Governo e da Província, de 1762 a 1765, e juiz mediador da Câmara de Vila Rica, de 1769 a 1773. Foi também fundador da Colônia Ultramarina, no período colonial, uma organização criada com o intuito de reduzir o poder local e centralizar as tarefas da administração para Portugal. Representou o drama “O Parnaso Obsequioso”.

Na antiga capital mineira, formava Cláudio um grupo de intelectuais impropriamente chamado de "escola mineira". Muitos de seus companheiros cultivaram as idéias avançadas do Iluminismo do século XVIII, as quais despertaram os espíritos de indepêndencia de Minas. Não há provas que Cláudio tenha participado da conspiração, mas por sua frequência às reuniões literárias foi apontado como insurgente e assim, preso.

Foi uma das principais figuras da capitania, pois muitos ouviam seus conselhos e liam suas obras. Envolvido na Conjuração Mineira aos 60 anos, foi detido e morreu na prisão no dia 4 de julho de 1789. Há boatos que a morte do poeta - laudada originalmente como suicídio - tenha sido, na verdade, uma execução programada. Alguns historiadores defendem essa teoria. Sua morte é cercada de detalhes obscuros. Os que creem que Cláudio Manuel da Costa tenha se suicidado se baseiam no fato de que ele estava profundamente deprimido na véspera de sua morte, confirmado pelo seu padre confessor. Já os que creem no seu assassinato, contestam a honestidade do frade e se baseiam no próprio laudo da perícia que indicou suicídio, mas em condições improváveis.

Claudio Manoel da Costa é considerado o primeiro poeta do movimento árcade brasileiro, embora ainda apresente características barrocas em toda a sua obra, principalmente no que diz respeito aos estilos cultista e conceptista utilizados, compondo poemas perfeitos na forma e na linguagem. Por isso, costuma-se dizer que Claudio Manoel da Costa é um poeta de transição entre o barroco e o arcadismo. Além disso, seus poemas têm influência dos verdos camonianos.

O poeta integrava várias academias de letrados, principal instância de circulação da cultura erudita na América portuguesa da época. Escrito nos intervalos de suas obrigações públicas, Cláudio Manuel imprimiu seu único volume de sonetos, éclogas e liras em 1768, ampliando a reputação de literato no Brasil e na Europa. Sua poesia, junto com a de Tomás Antônio Gonzaga, é uma das mais relevantes da literatura setecentista no Brasil, pois, ao mesmo tempo que se revela marcadamente dominada pela reverência aos modelos clássicos, incorpora aspectos importantes da paisagem e dos costumes brasileiros.

Nas decadas de 1770 e 1780,adotou o nome arcade de Glaudeste Satúrio, e escreveu varias poesias em que mostra preocupaçao com problemas politicos e sociais,publicadas na maior parte por Ramiz Galvao em 1895. Claudio estava rico quando se envolveu com a incofidência mineira.

Embora apresente traços do barroco em suas obras, Costa é considerado o primeiro poeta “árcade” brasileiro, mas, por conta desses traços, é um poeta de transição entre os dois períodos (barroco e arcadismo). Ele foi o primeiro e o mais forte modelo para os poetas mineiros.

Sua coletânea de poemas “Obras” de 1768, publicada em Coimbra, é considerada a primeira do arcadismo brasileiro. Nela, o autor prioriza a natureza local em detrimento da vida urbana, além de exaltar os bandeirantes do período.

Em suas obras, há traços de poesias Camonianas .

Embora o poeta não tenha pertencido a nenhuma arcádia, tinha os pseudônimos de Glauceste Satúrnio e Alceste. E sua musa inspiradora era Eulina.

Cláudio era um grande amigo de Tomás Antônio Gonzaga e, como este, foi preso acusado de reunir os conjurados da Inconfidência Mineira. Após deletar seus colegas, foi encontrado morto em sua cela.

Obras, 1768

Obras (1768)

Sua morte foi considerada suicídio, porém a dúvidas com relação ao caso.

Algumas das obras do autor:


  • Culto Métrico (1749)


  • Munúsculo Métrico (1751)


  • Epicédio (1753)


  • Poesias Manuscritas (1779)
  • Obras (sonetos, epicédios, romances, éclogas, epístolas, liras), 1768.
  • O Parnaso Obsequioso, 1768
  • Vila Rica, 1773.

Suas obras valorizavam a vida no campo, onde a natureza é um refúgio paras os problemas da cidade grande. O bucolismo de suas poesias é, geralmente, voltado para as paisagens montanhosas de Minas Gerais. Ele também faz reflexões sobre a vida, o amor e a moral. É um remanescente do quinhentismo português, sobretudo de Camões. Preferindo o soneto e o verso decassílabo, é um dos maiores sonetistas da literatura brasileira, já dando ênfase ao subjetivismo que desaguaria na poesia romântica. De um lirismo suave, de tons delicados, sobrios, que exprime sobretudo o sofrimento e a resignação, inicia ele a poesia intimista brasileira. Os registros de sua vida levam a crer que ele fora bem sucedido nos campos político, literário e profissional em sua vida. Foi secretário do governo, poeta admirado até em Portugal e advogado dos principais negociantes das capitanias da época. Acumulou uma grande fortuna e tinha uma das melhores vivendas da capital. Mas a memória a respeito dele muitas vezes não é agradável. Paira sobre ele a suspeita de que tenha sido um covarde que traiu os amigos durante a Inconfidência. Outros contestam sua participação na revolta, colocando-o como mero espectador privilegiado, amigo deTomás Antônio Gonzaga e de Alvarenga Peixoto. Contemporâneo da Arcádia Lusitana, Cláudio foi um poeta que procurou equilibrar a sua forte vocação barroca ao estilo neoclássico. O poeta mineiro também introduziu em seus textos, elementos locais contendo paisagens e expressando um forte sentimento nacionalista, apesar da preocupação com problemas sociais expressa em alguns poemas. É considerado um poeta de transição e seu codinome era Glauceste Satúrnio.

Trecho do poema Vila Rica, Canto VII

Vila2briuca

O conceito, que pede a autoridade,

Necessária se faz uma igualdade

De razão e discurso; quem duvida,

Que de um cego furor corre impelida

A fanática idéia desta gente?

Que a todos falta um condutor prudente

Que os dirija ao acerto? Quem ignora

Que um monstruoso corpo se devora

A si mesmo, e converte em seu estrago

O que pensa e medita? Ao brando afago

Talvez venha ceder: e quando abuse

Da brandura, e obstinados se recuse

A render ao meu Rei toda a obediência,

Então porei em prática a violência;

Farei que as armas e o valor contestem

O bárbaro atentado; e que detestem

A preço do seu sangue a torpe idéia.





Temei, Penhas...

Destes penhascos fez a natureza

O berço em que nasci: oh! quem cuidara

Que entre penhas tão duras se criara

Uma alma terna, um peito sem dureza!



Amor, que vence os tigres, por empresa

Tomou logo render-me; ele declara

Contra meu coração guerra tão rara

Que não me foi bastante a fortaleza.



Por mais que eu mesmo conhecesse o dano

A que dava ocasião minha brandura,

Nunca pude fugir ao cego engano;



Vós que ostentais a condição mais dura,

Temei, penhas, temei: que Amor tirano

Onde há mais resistência mais se apura.





SONETO

Estes os olhos são da minha amada,

Que belos, que gentis e que formosos!

Não são para os mortais tão preciosos

Os doces frutos da estação dourada.



Por eles a alegria derramada

Tornam-se os campos de, prazer gostosos.

Em zéfiros suaves e mimosos

Toda esta região se vê banhada.



Vinde olhos belos, vinde, e enfim trazendo

Do rosto do meu bem as prendas belas,

Dai alívio ao mal que estou gemendo.



Mas ah! delírio meu que me atropelas!

Os olhos que eu cuidei que estava vendo,

Eram (quem crera tal!) duas estrelas.


QUATRO SONETOS




LXXX



Quando cheios de gosto, e de alegria

Estes campos diviso florescentes,

Então me vêm as lágrimas ardentes

Com mais ânsia, mais dor, mais agonia.



Aquele mesmo objeto, que desvia

Do humano peito as mágoas inclementes,

Esse mesmo em imagens diferentes

Toda a minha tristeza desafia.



Se das flores a bela contextura

Esmalta o campo na melhor fragrância,

Para dar uma idéia da ventura;



Como, ó Céus, para os ver terei constância,

Se cada flor me lembra a formosura

Da bela causadora de minha ânsia?



Cláudio Manuel da Costa






XXXIII



Aqui sobre esta pedra, áspera, e dura,

Teu nome hei de estampar, ó Francelisa,

A ver, se o bruto mármore eterniza

A tua, mais que ingrata, formosura.



Já cintilam teus olhos: a figura

Avultando já vai; quanto indecisa

Pasmou na efígie a idéia, se divisa

No engraçado relevo da escultura.



Teu rosto aqui se mostra; eu não duvido,

Acuses meu delírio, quando trato

De deixar nesta pedra o vulto erguido;



É tosca a prata, o ouro é menos grato;

Contemplo o teu rigor: oh que advertido!

Só me dá esta penha o teu retrato!



Cláudio Manuel da Costa




VII



Onde estou? Este sítio desconheço:

Quem fez tão diferente aquele prado?

Tudo outra natureza tem tomado;

E em contemplá-lo tímido esmoreço.



Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço

De estar a ela um dia reclinado:

Ali em vale um monte está mudado:

Quanto pode dos anos o progresso!



Árvores aqui vi tão florescentes,

Que faziam perpétua a primavera:

Nem troncos vejo agora decadentes.



Eu me engano: a região esta não era:

Mas que venho a estranhar, se estão presentes

Meus males, com que tudo degenera!



Cláudio Manuel da Costa


III

Pastores, que levais ao monte o gado,

Vêde lá como andais por essa serra;

Que para dar contágio a toda a terra,

Basta ver se o meu rosto magoado:


Eu ando (vós me vêdes) tão pesado;

E a pastora infiel, que me faz guerra,

É a mesma, que em seu semblante encerra

A causa de um martírio tão cansado.


Se a quereis conhecer, vinde comigo,

Vereis a formosura, que eu adoro;

Mas não; tanto não sou vosso inimigo:


Deixai, não a vejais; eu vo-lo imploro;

Que se seguir quiserdes, o que eu sigo,

Chorareis, ó pastores, o que eu choro.


-Cláudio Manoel da Costa-

Claudio manuel da costa

Cláudio Manuel da Costa

Claudio manuel da costa2

Foto de Cláudio Manuel da Costa






Obras :

Culto Métrico, 1749.

Munúsculo Métrico,1751.

Epicédio, 1753.

Obras (sonetos, epicédios, romances, éclogas, epístolas, liras), 1768.

O Parnaso Obsequioso, 1768

'Vila Rica, 1773

Poesias Manuscritas, 1779 REPRESENTAÇAO NA CULTURA

Claudio Manuel Da Costa ja foi retratado como personagem no cinema e na televisao,no filme Tiradentes(1999),Os Incofidentes(1972),Dez Vidas(1969) e Alejadinho-paixao,gloria e suplicio(2003)





Cláudio Manuel da Costa02:08

Cláudio Manuel da Costa

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